A Manufactura Imperial de Porcelana

Em 1744, a Imperatriz Isabel (1709-1762) filha de Pedro, o Grande (1672-1725) – o qual ficara deslumbrado pela porcelana de Meissen que tinha visto em visita à Saxónia em 1718 – providenciou pelo estabelecimento da primeira manufactura de porcelana da Rússia, cujas criações se destinavam, exclusivamente, à família Romanov e à Corte Imperial.

A fórmula usada pela porcelana russa, criada por Dmitry Ivanovich Vinogadov (1720-1758) tinha características similares às da de Meissen, mas seguiu o estilo da porcelana chinesa. No início, os motivos decorativos eram monocromáticos e simples mas depois complexificaram-se.

A era de ouro da porcelana russa deu-se com Catarina, a Grande (1729-1796). Em 1765, surge o nome «Manufactura Imperial de Porcelana » cuja intensidade de trabalho, ao serviço da Corte, permitiu a manutenção da sua elevada qualidade produtiva. Durante o reinado de Paulo I (1754-1801) a porcelana russa prosseguiu no estilo neoclássico, importando as características Helénicas e Romanas nos seus motivos decorativos.

Iniciado o seculo XIX, foram convidados a São Petersburgo mestres das manufacturas alemã e francesa. Nicolau I (1796-1855) importou o caulino de Limoge e promoveu a produção de artigos de elevada perfeição tendo, aliás, assumido o controlo directo das produções, que eram submetidas à sua ratificação.

No início do século XX, a «Manufactura Imperial de Porcelana » era uma das mais importantes da Europa, usando, desta vez, os motivos decorativos que caracterizavam a Art Nouveau.

Com a revolução de 1917, foi nacionalizada e convertida em «Fábrica da Porcelana do Estado» sendo usada para produzir artigos de propaganda. Em 2005 readquiriu o nome antigo.

Curiosidades!!!

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