Tachos&Porcelanas e o cravinho

Tachos e Porcelanas - o Cravinho

Hoje, Tachos&Porcelanas e o cravinho, especiaria tirada do botão da flor da árvore cravo-da-índia (Syzygium aromaticum), é oriundo das ilhas Molucas (Indonésia) e usado desde a antiguidade na produção de medicamentos. No século XVI era uma das especiarias mais valiosas, equivalendo um quilo a 7 gramas de ouro.
A primeira referência ao cravinho vem da China (denominado por «ting hiang») onde era usado como condimento, medicamento e como ingrediente na produção de incensos e perfumes. Entrou na China durante a Dinastia Han (206 a.c. – 220 d.c.); no entanto, o cravinho já era usado pelos cortesãos na ilha de Java para perfumar o hálito antes de se dirigirem ao imperador.

Ilhas Molucas: habitadas no início por australasianos, ali chegaram, no século X, os mercadores árabes que as designaram por Ilhas dos Reis (Al Maluk). Nos séculos XVI e XVII passaram a ser referenciadas pelas «Ilhas das Especiarias», uma vez que era dali que provinham o cravinho e a noz-moscada, especiarias comercializadas a preços particularmente elevados pelos mercadores árabes na República de Veneza.
Em 1512, os portugueses, numa expedição enviada por Afonso de Albuquerque e comandada por António de Abreu, foram os primeiros europeus a chegar às Ilhas Molucas, seguidos pelos holandeses.
Deve-se a Tomé Pires (1465-1540), um boticário português domiciliado em Malaca e o primeiro embaixador enviado à China, o livro «Suma Oriental» no qual registou os relatos dos primeiros portugueses nas referidas ilhas.
Curiosidades!!!

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