A Sala de Jantar da Família Imperial do Brasil

Em 1830 D. Pedro I do Brasil e IV de Portugal (1798-1834) adquiriu a Fazenda do Córrego Seco que deixou de herança ao seu filho D. Pedro II (1825-1891) que ali ergueu a sua residência de verão entre 1845 e 1862. Para o efeito, dois anos antes, D. Pedro II assina a 16 de Março um decreto através do qual cria Petrópolis e para onde é canalizada uma significativa massa de emigrantes europeus, sobretudo alemães.

D. Pedro II, Imperador do Brasil

O Palácio foi erguido com recursos provenientes do património pessoal de D. Pedro II, uma vez que o Imperador entendia que sendo a construção erguida em propriedade privada, não deviam ser usados dinheiros públicos.

D. Pedro II, nomeado imperador com apenas 5 anos, contrairia matrimónio (pouco feliz) em 1842 por procuração, com Dona Teresa Cristina (1822-1889) de quem teria 4 filhos, dos quais só sobreviveriam as duas mulheres, as princesas Isabel Cristina (1846-1921) e Leopoldina Teresa (1847-1871). A primeira ficaria definitivamente marcada por ter sido a signatária, em 13 de Maio de 1888, da Lei Áurea que aboliu a escravidão no Brasil.

Em finais de 1889 a família imperial, banida do Brasil, exilou-se na Europa. A Imperatriz Dona Teresa Cristina faleceria em Portugal e, dois anos depois, o Imperador faleceria em Paris.

D. Teresa Cristina

Quanto ao Palácio de Petrópolis, entre 1893 e 1908 foi arrendado, pela filha dos imperadores, D. Isabel, ao Colégio Notre Dame de Sion. Entre 1908 e 1939, o Palácio acolheu o Colégio São Vicente de Paulo tendo grande parte do interior sido vendido. Foi graças a um aluno do Colégio, Alcindo de Azevedo Sodré (1895-1952), que o presidente Getúlio Vargas criou, em 20 de Março de 1940, o Museu Imperial, o qual foi inaugurado em três anos depois com recheio proveniente de outros palácios pertencentes à família imperial.

Na imagem, a sala de jantar dos imperadores no Palácio de Petrópolis. Sabe-se, de acordo com informações expostas no Museu Imperial, que no Palácio a família real nunca utilizou a luz elétrica recorrendo, em alternativa, a candelabros e a lustres iluminados com velas. De forma a aproveitar a luz do dia, a família real acordava particularmente cedo, tomava o almoço às 9h00m e o jantar entre as 16h00m e as 17h00m.

As cozinhas ficavam fora do palácio, para se evitarem os riscos de incêndio, pelo que as refeições eram trazidas em caixas de madeira forradas com zinco para o depósito de brasas que as mantinham quentes.

À mesa, as porcelanas pertencem ao “Serviço de Casamento de D. Pedro I com D. Amélia”, os cristais são Baccarat e os talheres em prata.

Palácio Imperial de Petrópolis

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